O mecenas apoiou a carreira do maior tenista da história do País desde o início. No bicampeonato no Aberto da França, em Roland Garros, em 2000, um dos auges da trajetória de Guga, mereceu agradecimento especial no discurso da vitória, sobre o sueco Magnus Norman.
No mundo dos negócios, Braguinha chamou a atenção pelo trabalho nos anos 1970 e 1980. Herdeiro do grupo Atlântica Seguros, um dos maiores do setor no País na época, o empresário entraria para a alta administração do Bradesco ao negociar a incorporação que daria origem ao Bradesco Seguros, em 1983. Chegou ao posto de presidente do Conselho de Administração do banco.
Como resultado, Braguinha se tornou importante acionista do então maior banco do País, mas acabou desfazendo o negócio cinco anos depois, vendendo sua participação a outros acionistas. O empresário fundaria depois o grupo Icatu, mas se aposentaria em seguida, dedicando seu tempo a apoiar o esporte e acompanhar competições.
Em nota, Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Conselho de Administração do Bradesco, disse que Braga foi um “realizador ímpar, administrador por excelência, incentivador de grandes talentos”.
Braguinha descrito como um empresário “ousado”, personagem fundamental para a constituição do mercado de seguros no País, em vídeo institucional da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), que promove um prêmio de inovação com o nome de Braguinha.
No futebol, era um conhecido torcedor do Fluminense. “O Fluminense Football Club lamenta o falecimento de seu sócio benemérito Antônio Carlos de Almeida Braga, o Braguinha, que ao longo de sua vida prestou inúmeros serviços ao clube e ao esporte brasileiro”, escreveu o clube carioca em sua conta no Twitter.