Na
abertura de mercado desta quarta-feira (6), o ambiente internacional segue marcado por
maior apetite por risco, com os mercados reagindo aos sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, reduzindo as tensões geopolíticas no
Oriente Médio.
Os
índices futuros em Nova York operam em alta, com S&P 500, Nasdaq e Dow Jones apontando para ganhos robustos, enquanto as bolsas europeias e asiáticas também avançam. No câmbio, o
dólar perde força globalmente e os rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano (
Treasuries) recuam.
No mercado de
commodities, o
petróleo cai com força (ao redor de 9%) diante da expectativa de normalização dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, enquanto o
minério de ferro sobe 2,84% na Bolsa de Dalian, cotado a US$ 122,40 por tonelada, após a reabertura do mercado chinês.
No Brasil, o cenário externo mais construtivo tende a favorecer os ativos locais, embora a queda expressiva do petróleo possa limitar o desempenho de empresas do setor.
No pré-mercado em Nova York, o ETF brasileiro,
EWZ, avançava quase 2%, enquanto as
ADRs (American Depositary Receipts) da
Petrobras recuavam mais de 4%, refletindo diretamente o movimento negativo da commodity.
No câmbio, o real segue beneficiado pelo enfraquecimento do dólar, com atenção ao leilão de swap cambial reverso do Banco Central, visto como tentativa de conter uma apreciação adicional da moeda. O mercado também acompanha a temporada de balanços, com repercussão de resultados corporativos do 1T26.