De acordo com os analistas Gabriel Barra e Pedro Ferreira De Mello, o segundo trimestre ainda é nebuloso. A leitura é que a alta de custos de energia, metais e fretes devem bater no período, mas podem ser compensadas por uma dinâmica mais favorável dos preços de aços planos.
O Citi afirma que o ambiente de preços ficou mais construtivo nas últimas semanas, com alta de preços domésticos que amplia margens. Mesmo com descontos concedidos ao setor automotivo para o próximo trimestre, o banco vê perspectiva positiva para preços na indústria e na distribuição, capaz de contrabalançar a pressão de custos ligada ao conflito no Irã.
Outro pilar para a elevação de recomendação, segundo o relatório, é o cenário para preços e ganhos de participação de mercado com a decisão sobre antidumping para bobinas laminadas a quente (HRC, na sigla em inglês), esperada, em julho de 2026. O Citi diz que, após essa aprovação, a Usiminas tende a ter praticamente todo o portfólio de aços planos coberto por proteção antidumping.
Na divisão de aço, o Citi destaca que a unidade foi o principal motor no primeiro trimestre, com Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) de R$ 544 milhões e margem de 10,4%. Para o segundo trimestre, o banco prevê leve melhora, com receita por tonelada mais do que compensando o aumento de custos.
Ainda assim, o banco ressalta que parte da melhora de custos é efeito de timing. A alta de placas ainda não teria sido totalmente absorvida no resultado, assim como custos de energia e fretes de matérias-primas.
No curto prazo, porém, o Citi chama atenção para estoques elevados de importados. O banco afirma que esse excesso pode pesar sobre o consumo aparente no segundo trimestre, à medida que distribuidores e clientes industriais queimem estoques em vez de fazer novos pedidos. A leitura positiva é que, com a absorção desses estoques, a demanda aparente pode normalizar e melhorar a partir do segundo semestre de 2026.
Em mineração, o banco vê um quadro mais desafiador em 2026. Custos pressionam margens e os volumes ficam menores ante o último ano, após 2025 ter registrado 9,6 milhões de toneladas acima da média por maior participação de terceiros.
A administração indicou recuperação de volumes no segundo trimestre, mas o Citi afirma que o avanço deve ser compensado por custos logísticos maiores. Por isso, o banco reduziu sua estimativa de Ebitda de mineração para 2026.
O Citi elevou sua estimativa de Ebitda para R$ 2,8 bilhões, alta de 8% ante a projeção anterior, implicando crescimento de 40% ante o último ano. Segundo os analistas, os desafios em mineração são compensados por um aço mais forte.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast