O lucro líquido da companhia somou R$ 145,4 milhões de janeiro a março, queda de 51,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, indicador que mede a geração operacional de caixa das empresas, avançou 18,8%, para R$ 749,4 milhões, em linha com as expectativas do mercado financeiro.
Na visão do Citi, porém, os resultados podem ser considerados fracos. O banco norte-americano afirmou que o principal ponto negativo do trimestre ficou com a rentabilidade, com Ebit e lucro líquido ficando 20% e 24% abaixo das estimativas da casa, respectivamente.
Segundo os analistas André Mazini, Kiepher Kennedy e Piero Trotta, a divisão de Aviação Comercial registrou a menor margem bruta para um primeiro trimestre em três anos, pressionada por um mix de clientes menos favorável e por custos logísticos mais elevados.
Na Aviação Executiva, as tarifas de importação dos Estados Unidos também foram alvo de comentários. O Citi destacou um impacto negativo de US$ 12 milhões no segmento, equivalente a 2,8 pontos porcentuais sobre as margens da divisão.
Recomendação do Citi para EMBJ3
A leitura mais construtiva ficou concentrada em Defesa & Segurança, apontada pelo banco como o destaque operacional do período. A unidade apresentou crescimento de receita e margem Ebit de 17%, favorecida por um efeito não recorrente de US$ 25 milhões. Serviços & Suporte também mostrou avanço tanto em receita quanto em rentabilidade.
Outro ponto monitorado pelo mercado foi o consumo de caixa de US$ 447 milhões no trimestre. O Citi classificou o movimento como sazonal, ligado à necessidade de capital de giro para sustentar um volume maior de entregas nos próximos trimestres.
Apesar da reação negativa do mercado, o banco manteve recomendação de compra para a Embraer (EMBJ3), com preço-alvo de US$ 77, equivalente a um potencial de valorização de 13,7% frente ao fechamento anterior.