Ontem, a moeda norte-americana já havia fechado na menor cotação desde 26 de janeiro de 2024, a R$ 4,9119 na venda, também com sinais de arrefecimento da guerra no Oriente Médio. Nesta quarta-feira, os agentes do mercado financeiro já falam em acordo próximo entre os países, o que leva a divisa a reforçar o processo de desvalorização.
O governo do presidente norte-americano, Donald Trump, aguarda resposta do Irã em até 48 horas e fontes indicam que este é o momento mais próximo de um acordo até agora. O presidente dos EUA anunciou também uma pausa temporária na operação de escolta no Estreito de Ormuz após “grande progresso” nas conversas e pressão da alta de 50% da gasolina na América do Norte.
Caso o acordo não seja alcançado, o republicano afirmou agora há pouco que os ataques contra o país retornarão e com uma intensidade “muito maior do que antes”.
A quarta-feira também será movimentada no mercado financeiro local, com leilão de swap cambial reverso do Banco Central (BC) – operação de compra de dólar no mercado futuro para conter a queda da moeda, que ontem fechou a R$ 4,91.
Dólar hoje cai também frente a outras moedas no exterior
O avanço das negociações também fez o dólar operar em baixa frente a outras moedas de economias desenvolvidas. O índice DXY do dólar – que compara a variação da moeda com outras seis divisas globais – tinha queda de 0,76%, a 97,74 pontos nesta manhã.
Os investidores monitoram ainda nesta quarta-feira (6) dados de atividade na Europa e aguardam indicadores de emprego e falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), diante do impacto do petróleo ainda elevado sobre a inflação e a política monetária. A commodity, porém, despenca hoje diante do otimismo quanto a um acordo na guerra – veja a cobertura completa do petróleo hoje aqui.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca de Brasília para os EUA no começo da tarde e se reúne com Trump nesta quinta-feira (7) para tratar de temas econômicos e de segurança.
Com informações do Broadcast*