Apesar da retração do lucro, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, da sigla em inglês) somou R$ 1,118 bilhão no trimestre, alta de 16,2% na comparação anual, enquanto a margem Ebitda ficou em 8,3%, ante 8,6% um ano antes. Já a receita líquida alcançou R$ 13,4 bilhões, avanço de 19,8%. Nos últimos 12 meses, a receita líquida atingiu R$ 57 bilhões e o Ebitda, R$ 5 bilhões, ambos recordes para o período.
“O trimestre foi bastante difícil e volátil, com muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, não só no Brasil, mas no mundo todo. Mesmo assim, conseguimos manter o ritmo de crescimento”, afirmou o CFO da companhia, Edison Ticle, à imprensa.
Segundo o executivo, a queda do lucro líquido foi explicada principalmente pelo desempenho financeiro. “No ano passado tivemos um resultado positivo e, neste ano, um resultado negativo, porque o real apreciou muito no período”, disse.
A companhia encerrou março com alavancagem líquida estável em 2,7 vezes dívida líquida/Ebitda, mesmo patamar do encerramento de 2025. A posição de caixa ficou em cerca de R$ 11 bilhões.
O fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 800 milhões no trimestre, afetado por efeitos sazonais ligados ao capital de giro e ao pagamento de fornecedores. Segundo Ticle, houve um efeito concentrado na conta de fornecedores, especialmente pecuaristas, que postergaram recebimentos do quarto trimestre para o início de 2026. “Se não fosse esse efeito sazonal, teríamos geração de caixa livre perto de R$ 100 milhões no trimestre”, afirmou.
A Minerva também manteve a estratégia de gestão ativa de passivos. Desde o início de 2026, a companhia recomprou cerca de US$ 228,9 milhões em bonds (títulos de dívida), equivalentes a aproximadamente R$ 1,2 bilhão. Desde o início de 2025, as recompras acumulam US$ 613,7 milhões. A empresa destacou ainda que a emissão de US$ 600 milhões em bonds com vencimento em 2036 teve demanda 2,5 vezes superior à oferta, reforçando a estratégia de alongamento do perfil da dívida.