O Ibovespa hoje iniciou o pregão nas máximas, batendo recorde inédito de 192.623 pontos, mas perdeu força ao longo da tarde. Nesta quarta-feira (25), o principal índice da Bolsa de Valores brasileira cedeu 0,13%, aos 191.247,46 pontos.
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O Ibovespa hoje iniciou o pregão nas máximas, batendo recorde inédito de 192.623 pontos, mas perdeu força ao longo da tarde. Nesta quarta-feira (25), o principal índice da Bolsa de Valores brasileira cedeu 0,13%, aos 191.247,46 pontos.
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Investidores seguiram atentos à agenda fiscal doméstica e a eventos no exterior. No Brasil, a agenda de quarta-feira (25) teve como destaque o resultado primário do governo central de janeiro, indicador que mede a diferença entre receitas e despesas antes do pagamento de juros da dívida, e a pesquisa eleitoral AtlasIntel.
O Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro. O resultado reflete a diferença entre receita líquida de R$ 272,785 bilhões e despesa líquida de R$ 185,885 bilhões no período. O resultado primário do mês passado representa alta de 2,2%, em termos nominais, e retração de 2,2%, em termos reais, sobre o resultado positivo de R$ 85,064 bilhões registrado em igual mês do ano passado.
O superávit de janeiro foi menor do que a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um resultado positivo de R$ 89,350 bilhões. As estimativas do mercado iam de R$ 80,0 bilhões a R$ 114,600 bilhões.
No campo corporativo, o Nubank publica balanço do quarto trimestre após o fechamento, com expectativa média de lucro líquido de US$ 897 milhões, segundo o Projeções Broadcast.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia divulgou os estoques semanais de petróleo, dado que influencia as cotações da commodity e, por consequência, ações do setor. Os estoques de petróleo nos EUA subiram 15,989 milhões de barris, a 435,804 milhões de barris na semana encerrada em 20 de fevereiro, informou o Departamento de Energia (DoE). Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam alta de 1,2 milhão de barris.
No fechamento do mercado americano, a gigante da tecnologia, Nvidia, divulga seu balanço trimestral, o que pode influenciar os humores do pregão de amanhã. O investidor ainda digere as falas do presidente dos EUA, Donald Trump, no congresso americano na noite de terça-feira (24) (saiba mais abaixo).
Na última terça-feira, o Ibovespa encerrou em alta de 1,4%, aos 191.490,40 pontos, maior nível de fechamento da história, após atingir máxima intradiária de 191.780,77 pontos. O desempenho foi sustentado principalmente por ações de peso como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4). O avanço ocorreu em meio à entrada em vigor de tarifa global de 10% nos Estados Unidos, abaixo dos 15% cogitados anteriormente, o que reduziu parte das tensões recentes nos mercados internacionais.
O primeiro discurso do Estado da União do segundo mandato do presidente americano Donald Trump seguiu o roteiro esperado. Durante 1 hora e 48 minutos, o chefe da Casa Branca fez uma defesa enfática de sua agenda econômica.
Trump voltou a criticar a decisão da Suprema Corte que invalidou seu poder de usar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para taxar os parceiros comerciais. Em duas ocasiões durante o discurso, chamou a medida de “infeliz” e prometeu revidá-la de forma “ainda mais forte”.
“Essas tarifas permanecerão em vigor sob estatutos legais alternativos totalmente aprovados e testados”, disse Trump, afirmando ainda que os países taxados querem manter os acordos já firmados com os EUA. Uma ação do Congresso não será necessária para manter a política tarifária, segundo o presidente.
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“Trilhões e trilhões de dólares continuarão a entrar nos Estados Unidos da América, porque finalmente temos um presidente que coloca a América em primeiro lugar”, disse Trump. Segundo ele, enquanto o ex-presidente Joe Biden trouxe menos de US$ 1 trilhão em novos investimentos para os EUA durante quatro anos, seu governo já atraiu mais de US$ 18 trilhões de todo o mundo.
O tema da inflação surgiu logo nos primeiros minutos da fala, quando Trump voltou a culpar Biden pelos preços elevados nos EUA. Mas, segundo ele, seu governo promoveu uma “reviravolta histórica” e agora o país vivencia uma “era de ouro”.
Na área energética, Trump disse que seu governo pediu às grandes empresas de tecnologia que arquem com suas próprias necessidades de energia para que os preços não subam. “Muitos americanos também estão preocupados com o fato de que a demanda de energia dos data centers de IA [Inteligência Artificial] podem aumentar injustamente suas contas de luz”, afirmou. “E, em muitos casos, os preços da eletricidade diminuirão para a comunidade, e diminuirão substancialmente.”
Por fim, o chefe da Casa Branca enfatizou sua agenda externa. De acordo com ele, seu time trabalha “muito duro” para encerrar a nona guerra durante sua gestão, entre a Rússia e a Ucrânia. Como esperado, Trump mencionou o ataque à Venezuela que culminou no sequestro do ditador Nicolás Maduro e disse que o país é o “novo amigo” dos EUA e que trabalha em “estreita colaboração” com a líder interina do país, Delcy Rodríguez.
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Trump disse ainda que busca impedir que o Irã tenha armas nucleares e criticou a repressão aos protestos pelo regime, em janeiro. “Como presidente, buscarei a paz onde quer que seja possível, mas jamais hesitarei em confrontar as ameaças à América onde quer que seja necessário”, concluiu.
Os índice de Nova York subiram após o primeiro discurso do Estado da União do segundo mandato do presidente dos EUA, Donald Trump, não trazer sobressaltos.
A presidente distrital de Boston, Susan Collins, e o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, compartilharam ontem a visão de que as recentes notícias sobre a política tarifária do governo dos EUA trazem poucas mudanças para a perspectiva econômica. Collins também disse ser bem provável que o BC americano mantenha os juros atuais por algum tempo.
Em Nova York, o Dow Jones avançou 0,63%, o S&P 500 subiu 0,81% e o Nasdaq teve valorização de 1,26%.
As bolsas europeias avançaram, refletindo melhor o alívio com a tarifa comercial menor de Trump e digerindo balanços da região. Os papéis do HSBC dispararam mais de 7% na bolsa de Londres após a empresa lucrar mais do que o previsto.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,18%, a 10.806,41 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,74%, a 25.171,08 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,47%, a 8.559,07 pontos. Em Milão, o FTSE MIB subiu 1,11%, a 47.170,44 pontos. Em Madri, o Ibex 35 marcou alta de 1,36%, a 18.437,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 terminou o pregão com avanço de 0,29%, a 9.295,90 pontos
As bolsas asiáticas fecharam em alta, com novos recordes no Japão e na Coreia do Sul, após um rali em Wall Street alimentado por um alívio nas preocupações sobre os efeitos da inteligência artificial (IA).
Liderando os ganhos na Ásia, o índice japonês Nikkei subiu 2,20% em Tóquio, ao patamar inédito de 58.583,12 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,91% em Seul, a 6.083,86 pontos, também máxima histórica, o Taiex registrou ganho de 2,05% em Taiwan, a 35.413,07 pontos, e o Hang Seng teve alta de 0,66% em Hong Kong, a 26.765,72 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto avançou 0,72%, a 4.147,23 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 1,21%, a 2.746,26 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no azul, com alta de 1,17% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 9.128,30 pontos.
Os contratos futuros de petróleo fecharam próximos à estabilidade. O barril do petróleo WTI para abril cedeu 0,32% na Nymex, a US$ 65,42, enquanto o do Brent para maio subiu 0,15% na ICE, a US$ 70,69.
O contrato mais negociado do minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para maio de 2026, fechou em alta de 1,42%, cotado a 752,5 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 109,3. O segundo contrato mais negociado, para setembro de 2026, terminou o pregão em alta de 1,24%, a 735,5 yuans, o equivalente a US$ 106,83 por tonelada.
O índice DXY do dólar – que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes – teve queda de 0,16%, a 97,687 pontos.
A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (25), mostra piora na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com leve avanço na desaprovação e queda mais acentuada na aprovação do governo.
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Segundo o levantamento, 46,6% dos entrevistados aprovam o desempenho de Lula na Presidência, enquanto 51,5% desaprovam. Em relação à rodada anterior, a desaprovação oscilou 0,8 ponto porcentual para cima, e a aprovação recuou 2,1 pontos porcentuais.
A pesquisa também aponta recuo nas intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no principal cenário de primeiro turno das eleições presidenciais.
No cenário considerado principal pelo levantamento, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 37,9%. Ante a rodada anterior, de janeiro, Lula caiu 3,8 pontos porcentuais a mais, enquanto o senador cresceu 2,9 pontos.
Na sequência, aparecem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 4,9%; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3,9%; o presidente do partido Missão, Renan Santos, com 2,9%, e o ex-ministro da Defesa e ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (DC), com 1,1%.
Já em um eventual cenário de segundo turno entre os dois candidatos, o clima demonstra ser de forte polarização nas simulações, com empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ambos aparecem empatados pela primeira vez nas simulações do instituto. Veja aqui mais detalhes da pesquisa.
No principal confronto testado, Flávio aparece com 46,3% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46,2%, configurando empate dentro da margem de erro. Em relação ao levantamento anterior, o petista recuou três pontos porcentuais, enquanto o senador subiu 1,4 ponto.
A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto porcentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07600/2026.
Esses e outros indicadores moldaram o humor nesta quarta-feira (25) e influenciaram os desdobramentos do Ibovespa hoje.
*Com informações de Luciana Xavier, Silvana Rocha, Aline Bronzati e Sérgio Caldas, da Broadcast
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