A depreciação está relacionada com a suspensão do pagamento de dividendos referente aos resultados de abril. Como mostramos nesta reportagem, a decisão dos gestores busca preservar o caixa do CACR11 diante do cenário negativo macroeconômico e de crédito que, na visão dos gestores, tem impactado diretamente a indústria imobiliária.
O fundo destacou ainda a demora da aprovação e dos registros de projetos imobiliários na Bahia e em São Paulo, bem como o atraso na concessão do habite-se (certificado de conclusão de obra) em São Paulo, como entraves para o pagamento de proventos.
“Apesar do resultado de R$ 1,24 por cota apurado pelo regime caixa, e de preservar recursos para aplicação nos projetos em andamento investidos pelo CACR11, tem como finalidade assegurar a continuidade das obras financiadas, bem como preservar o valor das garantias vinculadas a cada operação, visando a integralidade e retorno do principal investido”, destacou os gestores.
O Cartesia Recebíveis Imobiliários (CACR11) possui uma estratégia focada em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) vinculados a 10 empreendimentos residenciais. Desse total, cerca de sete projetos possuem menos de 50% das unidades vendidas, segundo o último relatório gerencial, divulgado em abril.
Ainda assim, o fundo imobiliário manteve um histórico relevante de distribuição de dividendos, com uma a média mensal de R$ 1,37 por cota em proventos nos últimos 36 meses.