A indústria de ETFs tem desenvolvido cada vez mais estratégias associadas à renda fixa, como já mostramos nesta matéria. Só em 2026, casas como Investo, Itaú Asset e Galapagos Capital colocaram novos produtos da classe no mercado. Trata-se de um movimento que busca impulsionar o investidor que já é muito acostumado com os títulos de renda fixa a fazer essa alocação por meio dos ETFs.
No primeiro trimestre de 2026, os fundos de índice registraram a segunda maior captação líquida entre todas as classes de fundos mapeadas pela Anbima. As entradas líquidas somaram R$ 17,8 bilhões entre janeiro e março, o melhor resultado para o período nos últimos cinco anos. Desse total, R$ 15,5 bilhões foram direcionados a ETFs de renda fixa.
O cenário de juros elevados não é o único atrativo para esse tipo de produto: há também vantagens tributárias. No caso do PREX11, da XP, a alíquota de Imposto de Renda (IR) está fixa em 15%, independentemente do prazo da aplicação – ao contrário da tabela regressiva da renda fixa tradicional, que varia de 22,5% a 15% conforme o tempo de investimento.
Transações com as cotas do PREX11 não são taxadas pelo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e não há come-cotas, a antecipação semestral de imposto a que os fundos de renda fixa e multimercados estão sujeitos. A taxa de administração anual do novo ETF corresponde a 0,15%, enquanto a cota tem preço unitário inicial de R$ 50.
Além disso, o cupom de NTN-F pago aos investidores será reinvestido no PREX11, sem a incidência de IR. Na prática, isso permite potencializar o efeito dos juros compostos ao longo do tempo.
“O novo ETF também serve como mais uma alternativa para que investidores institucionais atuem no mercado prefixado, onde contratos derivativos são populares entre as tesourarias de bancos e outros institucionais”, comenta Leonardo Vasques, gestor de fundos indexados da XP Asset.
Este é o primeiro ETF da gestora que oferece exposição integral à modalidade prefixada, juntando-se a fundos indexados à inflação e pós-fixados. Com a novidade, a XP Asset chega a sete fundos de índice lançados somente em 2026. No início de abril, a casa estreou o primeiro ETF de prata do Brasil, o SLVR11, com exposição direta aos contratos do metal no mercado internacional.