A Companhia Brasileira de Alumínio, a CBA (CBAV3), registrou lucro líquido de R$ 341 milhões, com alta de 2% na comparação com igual período de 2025 e revertendo o prejuízo de R$ 164 milhões do trimestre anterior.
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A Companhia Brasileira de Alumínio, a CBA (CBAV3), registrou lucro líquido de R$ 341 milhões, com alta de 2% na comparação com igual período de 2025 e revertendo o prejuízo de R$ 164 milhões do trimestre anterior.
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O Ebitda ajustado somou R$ 466 milhões, um aumento de 8% na comparação anual e crescimento de 81% em relação ao último trimestre de 2025, refletindo principalmente a captura do ambiente favorável de preços do alumínio, a evolução do mix de vendas e a contribuição positiva do segmento de energia.
A receita líquida consolidada da CBA totalizou R$ 2,3 bilhões no primeiro trimestre do ano, com queda de 1% frente ao mesmo período de 2025, mas com alta de 5% ante o trimestre anterior. Já a alavancagem financeira recuou para 2,71 vezes ante 2,97 vezes ao final de 2025.
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A diretora financeira da CBA, Camila Abel, diz que o efeito da variação cambial afeta primeiramente a marcação a mercado da dívida da companhia, o que levou a um prejuízo contábil no fim do ano passado e, agora, leva a uma reversão positiva.
No negócio da companhia, por outro lado, a queda do dólar demora cerca de dois meses para ter efeito negativo na receita da empresa, já que o alumínio é cotado na moeda estrangeira.
Camila explica, porém, que a companhia ainda tem metade dos custos em dólar, o que deve compensar o efeito sentido na receita de forma parcialmente e em um prazo mais longo.
O CEO da CBA, Luciano Alvez, por sua vez, lembra que o câmbio não é o único fator relevante para a receita da companhia, já que, mesmo com a moeda americana desvalorizada frente ao real, o alumínio está em um momento positivo de preço.
O preço médio do alumínio na London Metal Exchange (LME) foi de US$ 3.199 por tonelada, alta de 22% na comparação anual. No período, as tensões geopolíticas no Oriente Médio, os níveis historicamente baixos de estoques globais e as restrições do lado da oferta contribuíram para elevar o prêmio de risco das commodities, gerando impulsos nos preços do metal, que atingiram, no final de março, o maior nível dos últimos quatro anos, o que termina beneficiando os números da CBA.
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Ainda como efeito da guerra, a companhia monitora aumentos de custos que podem aparecer nos números do segundo trimestre, em razão do preço do diesel. No entanto, não veem essa linha de custo específica com grande relevância para o negócio.
No mercado doméstico, a companhia avalia que os setores-chave atendidos demonstraram resiliência no primeiro trimestre do ano. Mesmo diante de um ambiente ainda restritivo de juros e crédito, aliado a um cenário global desafiador, o volume de vendas de alumínio totalizou 122 mil toneladas, permanecendo estável na comparação anual.
Para frente, Alves diz que a companhia segue empenhada em entregar bons resultados operacionais, enquanto a companhia aguarda aprovações finais de órgãos legais para a finalização de troca de controle da CBA.
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