A receita líquida da varejista cresceu 6,7% no trimestre, para R$ 2,3 bilhões, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, da sigla em inglês) consolidado ajustado avançou 14,1%, para R$ 268 milhões. A margem Ebitda atingiu 11,5%, refletindo ganhos de eficiência operacional e maior rentabilidade da operação de mercadorias.
Para o diretor financeiro (CFO) da companhia, Miguel Cafruni, o resultado é consequência de uma jornada de transformação iniciada há cerca de três anos, baseada em disciplina operacional, integração da cadeia e maior controle sobre estoques, produto e precificação.
“O primeiro trimestre historicamente é mais fraco para o varejo de moda. Então voltar ao lucro nesse período reforça muito a consistência da nossa execução”, afirmou o executivo à Broadcast.
O principal destaque do trimestre foi novamente a operação de vestuário. As vendas em mesmas lojas (SSS) cresceram 10,1%, no 11º trimestre consecutivo de alta, enquanto a margem bruta da divisão avançou 1,2 ponto porcentual, para 54,9%.
Segundo Cafruni, o crescimento foi sustentado mais por volume do que por reajustes de preços, diante de melhora de fluxo nas lojas e maior assertividade na gestão das coleções.
“Foi quase meio a meio, mas um pouco mais puxado por volume”, disse. O executivo destacou que a companhia conseguiu melhorar o giro de produtos e reduzir a necessidade de remarcações a partir de uma execução mais eficiente na virada de coleções e abastecimento das lojas.
A operação de mercadorias registrou Ebitda de R$ 135 milhões, alta de 23,7% na comparação anual, enquanto a Midway Financeira teve Ebitda de R$ 133 milhões, avanço de 5,8%, apoiada pelo crescimento da carteira e pela gestão disciplinada de crédito.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 43,3 milhões no trimestre, pressionado principalmente por maiores despesas com juros após a emissão de debêntures realizada no fim de 2025. Ainda assim, a companhia encerrou março com dívida líquida de R$ 1,1 bilhão e alavancagem de 0,7 vez.
Apesar da melhora dos resultados, Cafruni afirmou que a Riachuelo ainda vê espaço relevante para avançar em eficiência e crescimento. “Ainda estamos antes da metade dessa jornada de transformação”, disse.