A empresa reportou lucro líquido de R$ 2,631 bilhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), revertendo o prejuízo de R$ 354 milhões apurado em igual etapa de 2025. O resultado ajustado correspondeu a um ganho de R$ 3,707 bilhões, ante perda de R$ 80 milhões registrada de janeiro a março do ano passado.
Já o lucro regulatório ajustado da empresa alcançou R$ 3,213 bilhões, quase oito vezes maior que os R$ 409 milhões do primeiro trimestre do exercício anterior.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 7,448 bilhões nos primeiros três meses do ano, o que representa um aumento de 72,5% na comparação anual. Considerando ajustes, o Ebitda foi de R$ 8,54 bilhões, alta anual de 93,4%. Já pelo critério regulatório, o Ebitda ajustado cresceu 60% e atingiu R$ 8,6 bilhões.
Na avaliação do Itaú BBA, a empresa teve um “bom trimestre”. O Ebitda de R$ 8,6 bilhões veio 4% abaixo da estimativa da casa de R$ 9 bilhões. O indicador também ficou aquém das projeções do Santander. “O resultado ajustado veio ligeiramente abaixo das estimativas, mas sem mudanças estruturais na tese de investimento”, destaca o banco.
Na avaliação de Bernardo Viero, analista da Suno Research, a Axia reportou um “excelente” balanço. Segundo ele, a lucratividade maior da empresa teve um impulso do crescimento anual de 19,7% da receita, acompanhado de custos mais atenuados, com destaque para a queda em energia, rede, combustível e construção e para a estabilidade, mesmo diante da inflação, em pessoal, material e serviços.
Outro destaque, para Viero, foi o anúncio de um início de sucessão para o CEO da Axia, Ivan Monteiro, que deve ser substituído até o término do seu mandato em 2027 pelo atual VP de Estratégia e Desenvolvimento, Élio Woff.
“A nova informação não é temerária, uma vez que o já encaminhado substituto também é um outro executivo com larga carreira e experiência dentro do setor elétrico e na própria companhia, onde já desempenha um papel muito relevante hoje”, afirma Viero.
Para os analistas Francisco Navarrete, do Bradesco BBI, e Ricardo França, da Ágora Investimentos, o balanço do 1T26 foi um resultado, em geral, “muito forte” para a Axia. Os especialistas também lembram que a empresa indicou que o resgate de ações preferenciais da classe C (AXIA7) chegará a R$ 4 bilhões.
“Com isso, de nossa estimativa total de distribuição de caixa de aproximadamente R$ 12,5 bilhões para este ano, os dividendos em dinheiro totalizariam R$ 8,5 bilhões”, afirmam Navarrete e França sobre a Axia.