O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 6,209 bilhões de janeiro a março, crescimento de 8,9% na comparação anual. A margem Ebitda avançou 0,5 ponto porcentual, para 40,2%.
A receita operacional líquida da companhia cresceu 7,4% no período, totalizando R$ 15,457 bilhões. O desempenho foi puxado principalmente pelo segmento móvel, cuja receita avançou 6,6%, enquanto a operação fixa teve crescimento de 5,1%. A receita do pré-pago recuou 1%, enquanto a do pós-pago subiu 7,8%.
Os custos totais da operação aumentaram 6,5%, para R$ 9,248 bilhões. As despesas com pessoal avançaram 7,7%, alcançando R$ 1,668 bilhão, refletindo contratações e reajustes salariais. Já a provisão para devedores duvidosos (PDD) cresceu 13,2%, para R$ 435 milhões. Segundo a operadora, a inadimplência foi impactada por um cliente corporativo específico, sem deterioração no segmento de consumidores finais.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 720 milhões, uma alta de 26,6% nas despesas financeiras. De acordo com a companhia, o desempenho refletiu o maior nível de endividamento após a aquisição da FiBrasil, além do aumento dos passivos de arrendamento, em linha com a estratégia de expansão da rede.
5G acelera investimentos da Vivo no trimestre
Os investimentos no trimestre somaram R$ 2,048 bilhões, alta de 9,6% na comparação anual, destinados principalmente à expansão da rede 5G, que já alcança 905 cidades e cobre 71% da população brasileira.
O fluxo de caixa livre atingiu R$ 2,2 bilhões, crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado principalmente pela expansão do Ebitda e pelo menor consumo de capital de giro.
Ao fim do 1T26, a dívida líquida da Telefônica Brasil (VIVT3) era de R$ 10,542 bilhões, queda de 19,6% em relação ao quarto trimestre de 2025. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida/ Ebitda, ficou em 0,4 vez, o que, segundo a companhia, evidencia o contínuo fortalecimento de seu balanço.