O ISE é apenas um entre os 23 índices que compõem o mercado de capitais nacional. Para fazer parte da carteira, a empresa precisa cumprir uma série de requisitos da sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa.
Além disso, as companhias são aprovadas pelo Conselho Deliberativo do ISE (CISE), que tem como missão garantir um processo transparente de construção do índice e de seleção das empresas. O órgão é composto por 11 instituições que na prática escolhem as integrantes do índice dentre uma extensa lista de empresas elegíveis.
Atualmente, 27 papéis que compõem o ISE também fazem parte do Ibovespa, o principal índice da B3. Até às 11h40 desta quarta-feira (26), o ISE tem alta agregada baixa anual de 6,06%, aos 3.889,56 pontos. Já o IBOV cai 12,05% em 2020.
Confira as ações que compõem o ISE
| Empresa |
Cotação |
Variação no ano |
| Banco do Brasil (BBAS3)* |
R$ 33,45 |
-35,17% |
| Bradesco (BBDC3)* |
R$ 19,72 |
-35,95% |
| Bradesco (BBDC4)* |
R$ 21,28 |
-34,90% |
| BR Distribuidora (BRDT3)* |
R$ 22,30 |
-25,84% |
| BRF (BRFS3)* |
R$ 20,38 |
-42,10% |
| Braskem (BRKM5)* |
R$ 24,28 |
-18,66% |
| B2W (BTOW3)* |
R$ 114,91 |
82,80% |
| CCR (CCRO3)* |
R$ 13,50 |
-27,18% |
| Cielo (CIEL3) |
R$ 5,03 |
-39,69% |
| Cemig (CMIG3) |
R$ 11,00 |
-29,44% |
| CemigCMIG4 |
R$ 10,80 |
-21,68% |
| Copel (CPLE3) |
R$ 63,22 |
-8,51% |
| Copel (CPLE6) |
R$ 63,51 |
-8,05% |
| Duratex (DTEX3) |
R$ 15,90 |
-4,90% |
| Ecorrodovias (ECOR3)* |
R$ 13,52 |
-17,06% |
| Engie (EGIE3) |
R$ 42,75 |
-15,85% |
| Eletrobras (ELET3)* |
R$ 37,42 |
3,11% |
| Eletrobras (ELET6)* |
R$ 37,55 |
2,62% |
| Energias (ENBR3)* |
R$ 17,66 |
-17,90% |
| Fleury (FLRY3)* |
R$ 24,99 |
-16,14% |
| Itaúsa (ITSA4)* |
R$ 9,84 |
-27,49% |
| Itaú Unbanco (ITUB3) |
R$ 23,37 |
-24,47% |
| Itaú Unibanco (ITUB4)* |
R$ 24,52 |
-31,79% |
| Klabin (KLBN11)* |
R$ 26,58 |
44,54% |
| Lojas Americanas (LAME3) |
R$ 27,98 |
42,10% |
| Lojas Americanas (LAME4)* |
R$ 32,82 |
26,72% |
| Light (LIGT3) |
R$ 16,13 |
-32,11% |
| Lojas Renner (LREN3)* |
R$ 42,12 |
-24,77% |
| Movida (MOVI3) |
R$ 16,98 |
-10,68% |
| MRV (MRVE3)* |
R$ 19,14 |
-11,18% |
| Natura (NTCO3)* |
R$ 50,50 |
30,59% |
| Santander (SANB11)* |
R$ 29,25 |
-37,92% |
| AES Tiete (TIET11) |
R$ 15,05 |
-2,78% |
| TIM (TIMP3)* |
R$ 14,77 |
-5,26% |
| Telefônica Brasil (VIVT4)* |
R$ 49,65 |
-9,45% |
| WEG (WEGE3)* |
R$ 66,75 |
93,53% |
Fonte: Estadão/Broadcast *Ação compõe o Ibovespa
ISE deve conquistar relevância no mercado
Apesar de ser considerado um índice pequeno dentro da B3, o ISE deve ganhar destaque dentro da bolsa nos próximos meses e anos, segundo especialistas consultados pelo E-Investidor. “A onda por investimentos ESG é global. Lá fora já se consolidou e aqui vai seguir a mesma tendência”, diz Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo Investimentos.
Com isso, cada vez mais os investidores irão buscar empresas com boas práticas no assunto e o índice ganhará cada vez mais importância. “Ele será o Ibovespa das companhias com os melhores ESG”, afirma Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos.
Portanto, conforme a demanda dos investidores por empresas ESG for crescendo, o ISE tende a elevar sua relevância dentro da B3. “Ele traduz para o investidor as empresas com os menores riscos ambientais, sociais e de governança corporativa”, comenta Franchini.
“Sua importância ainda é muito embrionária, mas a tendência é ganhar notoriedade na B3”, comenta Carvalho, da Toro, salientando que a empresa pertencer ou não ao ISE vai se tornar um critério relevante de tomada de decisão do investidor em um futuro próximo.
Empresas vão querer estar dentro do ISE
Com a crescente demanda dos investidores por empresas ESG, mais companhias vão desejar compor o índice, pegando carona para se valorizarem. “As empresas estão percebendo que, além de bom para a imagem, o ESG também é positivo financeiramente”, diz Franchini, da Monte Bravo.
Carvalho lembra que muitas gestoras internacionais já moldaram sua análise para levar em conta a pauta ESG. Deste modo, a tendência é que o ISE vai ganhe mais peso na avaliação tanto dos grande como dos pequenos investidores. E as companhias estão percebendo este movimento.
“Vai valer cada vez mais a pena a empresa fazer esforços para estar dentro do índice, principalmente para ficar mais atrativa aos investidores internacionais que fazem grandes aportes”, comenta o analista da Toro.
Ou seja, um fator puxa o outro e o ISE tende a ganhar relevância conforme o interesse no índice aumente. “É uma direção que não tem volta”, afirma Franchini.