O balanço da TIM (TIMS3) no primeiro trimestre foi considerado levemente negativo, com tendências mais fracas que o esperado para a margem, de acordo com os analistas Maria Clara Infantozzi e equipe do Itaú BBA.
Publicidade
O balanço da TIM (TIMS3) no primeiro trimestre foi considerado levemente negativo, com tendências mais fracas que o esperado para a margem, de acordo com os analistas Maria Clara Infantozzi e equipe do Itaú BBA.
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
“Os investidores esperavam outra surpresa positiva após o forte desempenho de margem da TIM nos últimos trimestres”, apontaram no relatório, lembrando que as ações tiveram alta na véspera.
Os analistas afirmaram que o Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ficou, em termos nominais, em linha com as expectativas. Por outro lado, a margem ficou 70 p.b. abaixo do esperado.
A margem mais fraca foi causada por maiores despesas de rede e interconexão, além de aumento da inadimplência. Isso foi parcialmente compensado por receitas não operacionais relacionadas ao acordo da TIM com a American Tower.
A alta nas despesas foi puxada pela Provisão para Devedores Duvidosos (PDD), que subiu 23,8% para R$ 225 milhões. Boa parte disso veio do aumento da base de clientes pós-pagos, que já representam 53% do número total de usuários.
Publicidade
Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
A empresa também registrou elevação de 13,2% nas despesas com rede e interconexão, devido a maiores despesas em contratos de compartilhamento de infraestrutura e maiores custos de tráfego em serviços de roaming internacional.
Em compensação, a linha de outras despesas caiu pela metade. Nessa linha, houve um efeito positivo de R$ 84 milhões em receita diferida relacionado às torres vendidas, após a renegociação do contrato com a America Tower.
Também houve queda de 3% nas despesas de vendas e marketing, impulsionada pela gestão operacional controlada de clientes e pelo processo contínuo de digitalização – embora isso tenha sido ofuscado pelos impactos negativos de PDDs e redes, ponderaram os analistas do Itaú BBA.
Sem contar o ganho da TIM com a renegociação das torres, o seu Ebitda teria alcançado R$ 3,203 bilhões, ficando 3% abaixo das estimativas do banco, com a margem recuando 100 p.b. na comparação anual.
Publicidade
Pelo lado positivo, os analistas apontaram o crescimento da receita. No setor móvel, a alta foi de 5,6%, puxada pelo avanço do segmento pós-pago. E no setor fixo, houve um avanço mais relevante, de 22,8%, graças à expansão da banda larga TIM UltraFibra e da aquisição da V8.Tech.
Invista em informação
As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador