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No cenário internacional, os mercados encerraram o pregão em tom de cautela. O petróleo abriu o dia em queda, estendendo o movimento da véspera, mas se recuperou ao longo da sessão e encerrou estável, diante das incertezas relacionadas a um eventual acordo entre Estados Unidos e Irã. A volatilidade da commodity refletiu o fluxo de manchetes ao longo do dia e limitou movimentos mais direcionais nos mercados.
Nos Estados Unidos, dados semanais do mercado de trabalho reforçaram a leitura de resiliência da economia, mantendo os juros dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) em leve alta. As bolsas europeias fecharam em baixa, enquanto em Nova York predominou a realização de lucros.
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No Brasil, o Ibovespa encerrou em queda de 2,38%, aos 183.218 pontos, em um pregão marcado por giro financeiro elevado, de R$ 31,7 bilhões.
O índice foi pressionado principalmente por ações de commodities e do setor financeiro, em meio à leve alta dos juros futuros. Mesmo com a recuperação do petróleo ao longo da sessão, papéis do setor de energia tiveram desempenho negativo, ao lado de Vale (VALE3) e dos bancos, refletindo um ambiente de menor apetite ao risco.
A divulgação da Produção Industrial de março, que indicou perda de fôlego da atividade na margem, também contribuiu para um tom mais cauteloso entre os investidores. No mercado de câmbio, o dólar avançou 0,05% frente ao real, cotado a R$ 4,92, em linha com o viés defensivo observado no exterior.
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