O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, da sigla em inglês) recorrente somou R$ 679,6 milhões no 1T26, representando uma alta de 22,2% e uma retração na margem Ebitda de 2,5 ponto percentual na comparação anual. Segundo a empresa, o resultado foi impactado pela maior participação do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), que teve crescimento, porém com margens inferiores aos demais negócios.
A geração de caixa livre alcançou R$ 252,5 milhões no período, alta de 68,7% em relação aos R$ 149,6 milhões registrados no primeiro trimestre de 2025. No quarto trimestre do ano passado, a companhia executou iniciativas para reduzir o custo médio da dívida e alongar os prazos de vencimentos, movimento que se refletiu no pagamento de juros, que caiu 34,8% na comparação anual.
No primeiro trimestre, a receita líquida da companhia totalizou R$ 2,1 bilhões, avanço anual de 31,9%, com crescimento de dois dígitos nas duas unidades de negócio da Cogna: a parte de Educação Básica (antiga Vasta e Saber) e a parte de Educação Superior (antiga Kroton).
Após concluir o fechamento de capital da Vasta na Nasdaq no início de 2026, a Cogna passou a integrar Vasta e Saber em uma única operação. Este é o primeiro balanço em que a companhia apresenta os resultados das duas unidades de forma consolidada.
A receita líquida de Educação Básica totalizou R$ 950,8 milhões, crescimento de 72,9% em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionado principalmente pelo PNLD, que, diante de um descasamento temporal do calendário do governo, teve o faturamento deslocado do quarto trimestre de 2025 para o primeiro trimestre de 2026.
Na divisão de Educação Superior (Kroton), a receita líquida atingiu R$ 1,19 bilhão, um avanço de 10,9% na comparação anual. Segundo a Cogna, o desempenho foi impulsionado pela forte captação no ensino presencial, pela melhora contínua nas taxas de rematrícula e pelo aumento do valor médio pago pela base de alunos.