A Investo, gestora especializada em ETFs (fundos de índice), triplicou de tamanho em 2025, surfando o avanço desse tipo de investimento no Brasil.
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A Investo, gestora especializada em ETFs (fundos de índice), triplicou de tamanho em 2025, surfando o avanço desse tipo de investimento no Brasil.
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Para o CEO da casa, Cauê Mançanares, o crescimento reflete uma mudança no comportamento do investidor — cada vez mais frustrado com fundos tradicionais que cobram caro e nem sempre entregam retorno.
A Investo tem 28 fundos listados na B3 e R$ 9,9 bilhões sob gestão. Do total de 714 mil pequenos investidores que aplicam no produto no Brasil, 20%, ou 245 mil, alocam recursos em produtos da gestora. Mas como a casa consegue atrair tantos investidores em tão pouco tempo? A Investo triplicou de tamanho em 2025 com uma classe de ativos que demorou mais de 20 anos para engrenar, apesar de ser maioria do mercado americano.
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Segundo Cauê Mançanares, o crescimento da gestora também passa por um trabalho de divulgação fora do eixo Rio-São Paulo, em regiões onde os ETFs ainda são pouco conhecidos.
“A gente apresenta bastante o produto para escritórios de investimentos. Quando o assessor trabalha com cobrança de taxa fixa, em vez de comissão, ele tende a se interessar mais. No fim, o desafio é convencer — porque o assessor precisa ganhar dinheiro, mas também entregar resultado para o cliente”, diz.
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O movimento não é isolado. A indústria de ETFs no Brasil dobrou de tamanho em 2025, ainda que partindo de uma base pequena — cerca de 1% do total de fundos do país. Para Mançanares, uma das razões para o avanço do produto são anos sucessivos em que a gestão ativa não entrega resultados: “Uma hora o investidor cansa.”
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Esses produtos não são isentos de Imposto de Renda, mas têm vantagens tributárias, como uma alíquota fixa de 15% e ausência do chamado “come-cotas”, o que evita a antecipação de impostos ao longo do tempo.
O principal produto da casa é o ETF LFTB11, hoje um dos mais populares de renda fixa na Bolsa. Segundo o executivo, ele pode ser usado tanto como reserva de emergência quanto para aproveitar oportunidades de curto prazo — funcionando como uma alternativa mais eficiente a aplicações tradicionais. Traders na B3 também utilizam o produto como garantia em operações com derivativos.
Mançanares aponta que ainda existem algumas barreiras ao avanço dos ETFs no mercado, como a exigência de que o investidor tenha conta na Bolsa e a regra de classificação de riscos, que não indica os produtos para investidores conservadores.
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