• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Comportamento

Por que um bilionário do fundo Apollo Global pagou US$ 158 mi a Jeffrey Epstein

Para Leon Black, Jeffrey Epstein era um “solteiro convicto de gostos ecléticos, que frequentemente empregava mulheres atraentes"

Por E-Investidor

04/02/2021 | 16:00 Atualização: 04/02/2021 | 18:35

Leon Black, CEO do Apollo Global Management (Foto: Lucy Nicholson/Reuters)
Leon Black, CEO do Apollo Global Management (Foto: Lucy Nicholson/Reuters)

(Pierre Paulden e Ben Steverman/WP Bloomberg) – O titã do ramo de private equity se mostrou disposto a ignorar o fato de Jeffrey Epstein ter cumprido 13 meses de pena na Flórida depois de contratar os serviços de uma prostituta menor de idade. Isso em parte porque Epstein alegou que a garota mentiu a respeito da idade, enquanto Leon Black, cofundador do Apollo Global Management Inc., acreditava em segundas chances, principalmente para seu amigo bem relacionado.

Leia mais:
  • Fundo começa a indenizar vítimas de Jeffrey Epstein
  • Sinais de frenesi do mercado pela prata diminuem. É o fim do WallStreetBets?
  • Conversa de Musk com CEO da Robinhood favorece app Clubhouse
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O relacionamento entre os dois foi descrito em um relatório divulgado na segunda-feira pela firma de advocacia Dechert, encomendado pelo conselho diretor do Apollo quando vieram à tona reportagens a respeito dos laços financeiros entre eles.

Enquanto o Apollo revelava detalhes do relatório, a empresa disse que Black deixaria o cargo de diretor executivo, mas seguirá na presidência.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

A investigação identificou que Black pagou a Epstein US$ 158 milhões entre 2012 e 2017 — depois que o criminoso sexual se declarou culpado de delitos graves em 2008 — por serviços de consultoria que ajudaram a expandir a fortuna de um dos homens mais ricos dos Estados Unidos.

Leia também: As lições do ‘hall da vergonha’ de CEOs para novos empreendedores

O financista Jeffrey Epstein em imagem divulgada pela New York State Division of Criminal Justice Services (Foto: New York State Division of Criminal Justice Services/Reuters)
O financista Jeffrey Epstein em imagem divulgada pelas autoridades dos Estados Unidos (Foto: New York State Division of Criminal Justice Services/Reuters)

O relatório deixou claro que o Apollo nunca pagou Epstein por nenhum serviço e que ele nunca investiu em fundos administrados pelo Apollo. A Dechert não encontrou provas do envolvimento de Black, 69 anos, nas atividades criminosas de Epstein, e o bilionário afirma que não sabia dos abusos praticados por Epstein contra menores de idade. Ainda assim, as revelações mostraram como os conhecimentos do réu a respeito do sistema tributário e sua habilidade na gestão dos assuntos dos ultrarricos ajudaram Black a poupar pelo menos US$ 1 bilhão, e potencialmente mais de US$ 2 bilhões.

O relatório da Dechert detalha uma amizade que remonta aos anos 1990, com Black impressionado com os elos de Epstein com figuras de destaque nos negócios, na política e na ciência, incluindo pesquisadores da Universidade Harvard e do Massachusetts Institute of Technology. Black era um visitante frequente da mansão de Epstein em Manhattan, conversava com ele a respeito de assuntos pessoais e visitava os imóveis dele pelo mundo.

A Dechert também descreveu a utilidade de Epstein para Black, dono de uma fortuna de quase US$ 10 bilhões, de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg.

Publicidade

O acordo de negócios teve início em 2012, de acordo com o escritório de advocacia, que analisou mais de 60 mil documentos.

Alguns anos antes, Black crio um veículo de investimento do tipo Grantor Retained Annuity Trust, ou GRAT. Populares entre os americanos muito ricos, esses veículos são estruturados de modo que a valorização dos ativos incluídos em um GRAT sejam encaminhadas a herdeiros sem o pagamento dos tributos de herança e doação nos EUA. Mas o veículo de Black tinha uma brecha por meio da qual poderiam ser cobrados US$ 500 milhões em impostos, soma que chegaria a US$ 1 bilhão ou mais se a situação não fosse resolvida.

Leia também: Fundo começa a indenizar vítimas de Jeffrey Epstein

Epstein ofereceu aquilo que o relatório descreveu como “solução única”. Foi o primeiro projeto em que Epstein trabalhou para Black, e possivelmente o mais valioso.

Publicidade

Em 2015, Epstein ajudou em outra transação que pouparia dinheiro aos filhos de Black, conhecida como transação de ajuste de base. O complicado acordo, executado ao longo de nove meses, envolveu empréstimos entre Black e alguns fundos, evitando impostos sobre ganhos de capital para seus beneficiários. Epstein alegou que a jogada poupou a ele US$ 600 milhões.

Quem é Jeffrey Epstein?

Nascido no Brooklyn, Epstein era um enigma para muitos dentro e fora do universo das finanças. Frequentou a Cooper Union e o Instituto Courant de Ciências Matemáticas da Universidade de Nova York, mas abandonou ambas sem se formar. Trabalhou brevemente no Bear Stearns Cos. e, antes de ser preso pela primeira vez, trabalhou muito para Les Wexner, magnata da lingerie. O fundador das L Brands rompeu laços com Epstein após a primeira condenação dele e o acusou de apropriação indevida de “vastas somas pertencentes a mim e à minha família”. Mas Epstein ajudou Wexner com as finanças dele, orientando-o em negócios como a compra de imóveis.

Ele desempenhou muitas dessas mesmas funções para Black.

Epstein ajudou na resposta a auditorias, e orientou Black na gestão do seu patrimônio de arte, seu iate e seu jato, de acordo com o relatório da Dechert.

“Epstein se envolvia nos detalhes de assuntos obscuros nos quais os funcionários mais competentes da família tinham pouca experiência”, disse o relatório.

Publicidade

Uma das contribuições de Epstein seria convencer Black a se concentrar nesses assuntos, além de se reunir com parentes dele e explicar como o patrimônio estava organizado. Ele preparou detalhados planos de “emergência”, testando como o patrimônio de Black seria tributado em diferentes condições.

Os funcionários regulares de Black nem sempre gostavam das contribuições de Epstein. Em geral, ele era “uma força caótica e destrutiva nos assuntos da família”, disse o relatório, alguém que “tinha o hábito de reagir exageradamente aos menores supostos erros”.

Leia também: BlackRock obriga funcionários a reportar namoro com cliente e fornecedor

Epstein assumia o crédito pelas ideias alheias e preparava longas listas de suas próprias sugestões. Muitos de seus planos para o patrimônio não se sustentavam sob análise rigorosa. De acordo com testemunhas, entre elas Black, “parte do desafio de trabalhar com Epstein estava em separar as boas ideias das ruins”.

Publicidade

Mas os pagamentos a ele foram se somando. Black pagou a Epstein US$ 50 milhões em 2013, US$ 70 milhões em 2014 e US$ 30 milhões no ano seguinte. Em outubro de 2015 ele fez uma doação de US$ 10 milhões ao Gratitude America, uma organização de caridade ligada a Epstein.

Mas, a partir de 2016, “o relacionamento pessoal e profissional entre Black e Epstein se deteriorou”, de acordo com o relatório. Uma das disputas envolveu o pagamento por uma transação de ajuste, em que Black se recusou a pagar a Epstein dezenas de milhões de dólares que o segundo alegava serem devidos por seus serviços.

Epstein pressionou pelo pagamento em e-mails que evocavam sua amizade com o bilionário e faziam referência a assuntos pessoais tratados em caráter confidencial. Black se manteve firme em sua posição depois que, em uma reunião de abril de 2018, foi determinado que Epstein tinha desempenhado um papel-chave no acordo, mas a ideia em questão era de um de seus advogados externos.

Black também pensou que as quantias pagas a Epstein ao longo dos anos seriam dedutíveis do imposto de renda — porque foi isso que Epstein lhe disse — mas isso não era verdade.

Publicidade

O último pagamento de Black a Epstein foi em abril de 2017 e, 2018, Epstein quitou parte de dois empréstimos devidos a Black, mas nunca devolveu o montante total, de acordo com o relatório. Black e Epstein deixaram de se comunicar em 2018, ano anterior à prisão de Epstein por acusação de tráfico sexual de menores. Ele morreu na prisão, em episódio considerado como suicídio.

(Tradução de Augusto Calil)

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Estados Unidos
  • Fundos
  • negócios
  • Private equity
Cotações
16/01/2026 17h35 (delay 15min)
Câmbio
16/01/2026 17h35 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Até voos de helicóptero: o que os bancos ofertam em cartão para altíssima renda

  • 2

    Ações para dividendos em 2026: as mais citadas nas carteiras e o porquê

  • 3

    Reag em liquidação: o que acontece agora com os investidores e fundos?

  • 4

    FGC paga quem perdeu na liquidação da Reag?

  • 5

    Caso Master expõe riscos de CDBs, coloca FGC sob pressão inédita e dá lição a investidor

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Logo E-Investidor
FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Imagem principal sobre o Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Logo E-Investidor
Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Imagem principal sobre o Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Imagem principal sobre o VIP, helicópteros e seguro de R$ 1 milhão: o que você ganha dos bancos sendo rico?
Logo E-Investidor
VIP, helicópteros e seguro de R$ 1 milhão: o que você ganha dos bancos sendo rico?
Imagem principal sobre o Após realizar o saque do saldo retido do FGTS, o trabalhador retorna ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
Após realizar o saque do saldo retido do FGTS, o trabalhador retorna ao saque-rescisão?
Imagem principal sobre o IPVA 2026: veja as datas de vencimentos das parcelas para veículos com placa final 3 em SP
Logo E-Investidor
IPVA 2026: veja as datas de vencimentos das parcelas para veículos com placa final 3 em SP
Imagem principal sobre o Entregadores de aplicativo podem ser isentos do Imposto de Renda ainda em 2026?
Logo E-Investidor
Entregadores de aplicativo podem ser isentos do Imposto de Renda ainda em 2026?
Imagem principal sobre o Quando todos os beneficiários do Bolsa Família podem receber os pagamentos no 1º dia do calendário?
Logo E-Investidor
Quando todos os beneficiários do Bolsa Família podem receber os pagamentos no 1º dia do calendário?
Últimas: Comportamento
Até voos de helicóptero: o que os bancos ofertam em cartão para altíssima renda
Comportamento
Até voos de helicóptero: o que os bancos ofertam em cartão para altíssima renda

Itaú, Porto Bank, Unicred e XP já anunciaram suas condições para o cartão Visa Infinite Privilege

16/01/2026 | 09h34 | Por Beatriz Rocha
Investidores 60+ já concentram 46% do capital aplicado em renda variável na B3
Comportamento
Investidores 60+ já concentram 46% do capital aplicado em renda variável na B3

'Geração prateada' quase dobrou em cinco anos e soma mais de 535 mil pessoas na Bolsa brasileira

14/01/2026 | 15h28 | Por Igor Markevich
Quem é Greg Abel, sucessor de Buffett que começou vendendo garrafas por 5 centavos
Comportamento
Quem é Greg Abel, sucessor de Buffett que começou vendendo garrafas por 5 centavos

Escolhido por Buffett para comandar a Berkshire, Abel construiu sua fortuna a partir de origens modestas e hoje lidera um conglomerado avaliado em US$ 1 trilhão

13/01/2026 | 17h18 | Por Emma Burleigh, da Fortune
Aposta de US$ 30 mil vira mais de US$ 400 mil após captura de Maduro e levanta suspeitas de insider trading
Comportamento
Aposta de US$ 30 mil vira mais de US$ 400 mil após captura de Maduro e levanta suspeitas de insider trading

Conta criada dias antes investe em cenário visto como improvável e reacende debate sobre insider trading em mercados de previsão

07/01/2026 | 10h22 | Por Sasha Rogelberg, da Fortune

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador