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O pregão desta quarta-feira (6) teve como principal vetor a forte queda do petróleo, que favoreceu os ativos de risco e melhorou o humor dos mercados globais. Em meio à percepção de que as tensões geopolíticas no Oriente Médio podem arrefecer, o contrato futuro do petróleo recuou mais de 7%, reduzindo preocupações inflacionárias.
O movimento abriu espaço para alta das bolsas nos Estados Unidos e na Europa, queda dos rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) e perda de força do dólar frente a diversas moedas. Ações de tecnologia também se destacaram, apoiadas por balanços corporativos robustos ligados à inteligência artificial, em um ambiente ainda amparado por sinais de resiliência da economia americana.
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No Brasil, o pano de fundo externo mais leve deu suporte ao Ibovespa ao longo da sessão. O índice avançou 0,50%, aos 187.690 pontos, com giro financeiro de R$ 28,8 bilhões, sustentado principalmente por bancos e ações mais ligadas ao ciclo doméstico. A forte queda do petróleo, por outro lado, pesou sobre os papéis do setor de óleo e gás, parcialmente compensada pelo desempenho positivo de outros segmentos.
Na renda fixa, as taxas futuras acompanharam o movimento observado no mercado externo e encerraram o dia em queda ao longo da curva, melhorando o ambiente para ativos de risco.
No câmbio, o dólar oscilou ao longo do pregão e encerrou em leve alta de 0,18%, cotado a R$ 4,92. O movimento refletiu ajustes técnicos após a recente valorização do real e, no período da tarde, a atuação do Banco Central com oferta de swap cambial reverso, medida que reduz a liquidez de dólares no mercado futuro e deu suporte à moeda.
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