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Investimentos

Além das petroleiras: como o petróleo com preço elevado muda a tese de investimento de empresas que você nem imagina

Choque de preços da commodity se espalha pela economia, impacta margens, consumo e crédito e muda a dinâmica de diversos setores listados na Bolsa; entenda

Retrato de busto sob fundo azul escuro.
Por Isabela Ortiz
Editado por Wladimir D'Andrade

24/03/2026 | 5:30 Atualização: 23/03/2026 | 23:31

Alta do petróleo pressiona custos e se espalha pela economia, afetando desde logística e agronegócio até varejo e indústria (Foto: Adobe Stock)
Alta do petróleo pressiona custos e se espalha pela economia, afetando desde logística e agronegócio até varejo e indústria (Foto: Adobe Stock)

A escalada recente do petróleo recolocou o tema no centro das decisões de investimento, mas não apenas para petroleiras. Só no primeiro trimestre de 2026 (1T26), o barril do tipo Brent subiu 59,55% nos contratos da commodity, com máxima de US$ 119,50, enquanto o WTI acumulou variação de 55,95% no período, com pico de US$ 113,41. Em um ambiente de forte volatilidade, chamam atenção os efeitos de segunda ordem: os impactos que se espalham pela economia e alteram, de forma menos óbvia, as teses de empresas de diversos setores.

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Esse movimento ganha ainda mais relevância diante do contexto geopolítico. A instabilidade no Oriente Médio – responsável por cerca de 30% da produção global, segundo Fernando Bresciani, do Andbank – e gargalos logísticos em rotas como o Estreito de Ormuz ampliam o risco de choques prolongados de oferta, elevando o prêmio de risco nos contratos do petróleo e a incerteza sobre inflação, juros e crescimento econômico do País.

Segundo Cândido Piovesan, trader da Nippur Finance, o mercado não está mais olhando apenas para o efeito direto, como o impacto do diesel mais caro no custo do frete. Isso já é esperado. O foco agora está nos impactos de segunda ordem, que são menos visíveis, mas muitas vezes mais importantes para os resultados das empresas.

“Para além dos impactos diretos sobre combustíveis e frete, o mercado financeiro passou a incorporar canais menos óbvios, porém mais relevantes, na dinâmica de resultados corporativos”, afirma Cândido Piovesan, trader da Nippur Finance.

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No setor de logística, por exemplo, o ponto central não se restringe ao custo maior, mas há de se considerar o descasamento entre custo e preço. Empresas como JSL (JSLG3) enfrentam maior volatilidade de margens justamente por causa dessa defasagem. Desde 2 de março até hoje, a ação da companhia está 19,5% abaixo do seu ponto mais alto dentro desse período, tendo seu preço mínimo no intervalo em R$ 5,69.

Já no transporte ferroviário, casos como Rumo (RAIL3) podem até capturar um efeito relativo positivo, com a migração de cargas para modais mais eficientes. No acumulado do mês, o papel da companhia registra alta de 5,64% – no último dia 10, porém, por conta de supostas tratativas para venda do ativo à Ultrapar (UGPA3), as ações despontaram no topo do Ibovespa, com valorização de 6,96%, levando o papel a R$ 17,40, preço que não cravava no fechamento desde julho de 2025.

  • Leia mais: O preço do petróleo que ameaça travar a economia global — e colocar os EUA no limite

Esse quadro se desdobra para outros segmentos ligados ao transporte. Na locação de caminhões e equipamentos, a Vamos (VAMO3) sofre com a deterioração da renda e do crédito de caminhoneiros, o que pode reduzir a renovação de frotas, afetando a demanda. As ações, em março até o fechamento do pregão de ontem (23), já perderam 19,86% na cotação.

A cadeia de transmissão segue avançando. No agronegócio, o petróleo chega via fertilizantes, diesel e energia. “A dependência externa do Brasil torna o setor altamente sensível a choques de oferta e logística”, diz Piovesan. Empresas como SLC Agrícola (SLCE3) e BrasilAgro (AGRO3) enfrentam pressão direta de custos, enquanto frigoríficos como Minerva (BEEF3) e JBS (JBSS3) absorvem o impacto ao longo da cadeia. A Minerva, dentro do período, acumula queda de 23,95% nas ações.

Ainda assim, como pondera João Daronco, da Suno Research, o timing importa. “Grande parte dos insumos já foi comprada. Se estivéssemos em período de plantio, o cenário seria mais crítico”, explica. Ao mesmo tempo, ele destaca que a alta das commodities agrícolas pode compensar parte da pressão de custos provocada pelo petróleo, ao elevar a receita dos produtores, mas com um efeito colateral: alimentos mais caros e pressão inflacionária adicional.

O elo entre preço e petróleo

A pressão sobre preços é justamente o que conecta o petróleo ao consumo. Segundo Luciano Carvalho, CEO do banco de câmbio Moneycorp, o impacto envolve também insumos industriais como resinas, químicos e fertilizantes, além de custos de energia elétrica.

“Movimentos no preço do petróleo afetam rapidamente os preços de alimentos, varejo e produtos de consumo, pressionando a inflação ao consumidor e reduzindo seu poder de compra”, afirma.

Na prática, isso altera o comportamento de compra. O consumidor passa a dar prioridade a itens essenciais, troca produtos por versões mais baratas e reduz o volume de gastos. A dinâmica atinge diretamente empresas de varejo e consumo, e não apenas o lado da demanda. “O aumento do preço dos combustíveis impacta de maneira indireta empresas mais dependentes de crédito e consumo”, explica Daronco.

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No último dia 13, a Petrobras (PETR3; PETR4) reajustou em 11,6% o preço do diesel, que passou a custar R$ 3,65 por litro nas refinarias da estatal, um aumento de R$ 0,38 por litro. O preço médio do diesel-S10 comum subiu 19,71% no Brasil desde 1º de março, um dia após o início do conflito no Oriente Médio, de acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). O estudo mostrou que o preço médio saiu de R$ 5,43 para R$ 6,50 no último dia 16, com variação de R$ 1,07.

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Com maior pressão inflacionária, cresce a incerteza sobre cortes de juros, o que encarece o capital e pressiona estruturas já alavancadas, especialmente em setores dependentes de crédito. “Você tem empresas que tendem a vender menos e, ao mesmo tempo, enfrentam uma despesa financeira maior, o que pressiona o lucro”, resume.

Nesse contexto, companhias como Magazine Luiza (MGLU3), C&A (CEAB3) e Casas Bahia (BHIA3) se tornam mais sensíveis, tanto pela dependência de crédito quanto pela alavancagem. Mesmo empresas de consumo essencial, como Carrefour Brasil (CRFB3) e Assaí (ASAI3), embora mais resilientes, não ficam imunes à compressão de margens.

Impacto do petróleo na indústria brasileira

Na indústria, o impacto também se mostra relevante, sobretudo em setores intensivos em energia. Siderurgia e papel e celulose enfrentam aumento de custos, especialmente pela correlação entre petróleo e gás natural. Aqui, o diferencial competitivo passa a ser a capacidade de repasse: empresas com maior poder de precificação conseguem preservar margens, enquanto outras absorvem o choque.

A petroquímica é um caso clássico dessa dinâmica. “Para a Braskem (BRKM5), o aumento do preço do petróleo eleva o custo da nafta e comprime margens, mesmo em cenários de repasse parcial”, diz Piovesan. O efeito se estende a empresas como Unipar (UNIP6), altamente dependentes de insumos energéticos. A companhia, em março, registra variação negativa de 14,18%, com preço atual em R$ 60,5.

  • Confira também: Petróleo acima de US$ 80 deve turbinar caixa da Petrobras, mas dividendos ainda são dúvida

Há ainda um componente cambial importante. A volatilidade do petróleo costuma vir acompanhada de oscilações no câmbio, o que penaliza empresas com custos dolarizados e beneficia exportadoras. Nesse cenário, companhias como Vale (VALE3) e Suzano (SUZB3) podem atuar como hedge natural (proteção para tentar diminuir os efeitos da volatilidade do mercado financeiro sobre seus ativos), capturando ganhos com a valorização das commodities e do dólar.

Outro ponto menos evidente está nos custos logísticos ampliados. Segundo Carvalho, itens como armazenagem portuária, seguros de carga e movimentação também sofrem impacto indireto do petróleo e muitas vezes com defasagem, o que dificulta a leitura imediata dos resultados.

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Fernando Bresciani, do Andbank, reforça que o diesel funciona como um vetor central de transmissão. “Ao pressionar a logística, o impacto se espalha pela economia inteira”, afirma. Isso inclui desde o agronegócio até o varejo, e até concessões rodoviárias, que podem sentir efeitos no fluxo de veículos.

Apesar disso, ainda é cedo para conclusões definitivas

“Por enquanto, esse movimento [impacto do aumento do petróleo nos fretes] ainda não se refletiu de forma mais clara nas revisões de resultados das empresas“, explica Bresciani.

Diante desse cenário, investidores institucionais têm sofisticado suas análises. Mais do que acompanhar o preço do barril, o foco está em indicadores como spreads (diferença entre o preço de compra e o de venda) petroquímicos, custo do frete, preços de fertilizantes, inflação e curva de juros. “A necessidade de capital de giro ganha relevância à medida que custos mais elevados exigem maior financiamento operacional”, destaca Piovesan.

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Além disso, há uma preocupação crescente com a duração do choque. “O grande aspecto é quanto isso vai durar”, diz Daronco. Se o movimento for temporário, os impactos tendem a ser limitados. Mas choques prolongados aumentam o risco de estagflação (combinação de inflação alta e crescimento fraco) e levam a revisões mais negativas de lucro e valuation (valor do ativo).

No fim, o efeito do petróleo caro é menos sobre setores isolados e mais sobre a forma como ele reorganiza toda a economia. Como resume Carvalho, trata-se de um choque que atravessa cadeias produtivas, altera preços relativos e redefine o equilíbrio entre custo, demanda e financiamento.

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Para o investidor, isso exige uma leitura mais granular. Não basta perguntar quem ganha ou perde com o petróleo, mas entender como, quando e por quais canais esse impacto chega. É nesse mapa de efeitos indiretos que, cada vez mais, se escondem os principais riscos e também as oportunidades.

*Com informações do Investing.com

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