O Itaú BBA atribui o desempenho da Cogna (COGN3) no primeiro trimestre de 2026 principalmente à Educação Básica, afirmando que o segmento teve bom desempenho com receitas do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) acima do esperado.
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O Itaú BBA atribui o desempenho da Cogna (COGN3) no primeiro trimestre de 2026 principalmente à Educação Básica, afirmando que o segmento teve bom desempenho com receitas do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) acima do esperado.
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Para os analistas Vinicius Figueiredo, Felipe Amancio e Lucca Marquezini, o resultado foi influenciado por uma mudança de cronograma, pois receitas que eram previstas para o quarto trimestre de 2025 acabaram reconhecidas no primeiro trimestre deste ano.
No Ensino Superior, indicam que o período marcou o primeiro efeito “significativo” do novo marco regulatório, com queda nos volumes de captação em ensino a distância, mas com crescimento de receita na coorte de captação, impulsionado por uma migração para ofertas de maior tíquete.
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O Itaú BBA menciona que as margens sofreram “alguma pressão”, mas avalia que as tendências subjacentes ainda sustentam uma perspectiva “cautelosamente otimista”, especialmente com o fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) positivo de R$ 171 milhões. O movimento levou a alavancagem financeira a 1,13 vezes, conforme a definição da empresa.
A Cogna reportou receita líquida de R$ 2.146 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 32% ante o último ano e 7% acima da estimativa do banco, “devido à receita mais forte do que o esperado no programa PNLD”, escrevem os analistas em relatório.
Na Educação Básica, destacam crescimento de receita de assinaturas, que aumentou 16% ante o último ano, com alta no valor de contrato anual (ACV).
A receita líquida do PNLD foi de R$ 307 milhões, acima de R$ 6 milhões no primeiro trimestre de 2025, explicada por um “descompasso no calendário do governo”, que deslocou a receita do quarto trimestre de 2025 para o primeiro trimestre deste ano. Houve ainda contribuição de R$ 92 milhões da unidade B2G, alta de 22% ante o último ano.
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No total, a receita líquida da Educação Básica, incluindo Vasta e Saber, somou R$ 951 milhões, crescimento de 73% ante o último ano.
No recorte do Ensino Superior, a receita líquida consolidada da Kroton aumentou 11% ante o último ano, impulsionada pelos programas de ensino a distância e presenciais.
No presencial, a base de alunos cresceu 8,9% ante o último ano, com captação em alta de 14%, enquanto o tíquete médio subiu 6,7% na mesma comparação. No híbrido, a base avançou 13% ante o último ano, com captação crescendo 4,6% e tíquete médio aumentando 4,4%, puxado por uma maior participação de programas ligados à saúde.
“Observamos que houve mudanças na classificação de Educação, Bacharelados, Enfermagem e outras categorias em comparação com o ano passado, o que pode ter afetado as comparações de captação ano a ano”, afirma o time de educação do BBA.
No ensino a distância, a base de alunos caiu 18% ante o último ano no 1T26, com impacto de uma queda de 32% no volume de captação “devido a restrições impostas pelo novo marco regulatório”. Ainda assim, o tíquete médio aumentou 24% na comparação anual, ajudado por uma mudança no mix de programas após as novas regras.
Com isso, o Itaú BBA mantém recomendação outperform (equivalente à compra) para as ações da Cogna, com preço-alvo de R$ 6, o que representa potencial valorização de 113,5% ante o último fechamento (R$ 2,81).
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*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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