A Minerva (BEEF3) entregou, na última quinta-feira (6), um primeiro trimestre que conseguiu aliviar parte das preocupações do mercado com rentabilidade, mas sem eliminar os principais pontos de atenção para o restante de 2026.
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A Minerva (BEEF3) entregou, na última quinta-feira (6), um primeiro trimestre que conseguiu aliviar parte das preocupações do mercado com rentabilidade, mas sem eliminar os principais pontos de atenção para o restante de 2026.
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A companhia reportou lucro líquido de R$ 87,3 milhões no 1T26, queda de 52,8% na comparação anual, pressionado pelo resultado financeiro negativo em meio à valorização do real. Ainda assim, o lucro operacional, desconsiderando juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), avançou 16,2%, para R$ 1,1 bilhão, enquanto a receita líquida cresceu 19,8%, para R$ 13,4 bilhões.
Na visão do Citi, o trimestre foi “sólido” e ajudou a enfraquecer a narrativa de deterioração do balanço após um 4T25 mais fraco. O banco destacou que o Ebitda veio 9% acima do consenso, apoiado pelo crescimento de 16% nos volumes e pela força das exportações, que avançaram 24% em volume.
A instituição chamou atenção para a estabilização da margem Ebitda em 8,3%, mesmo em um ambiente de custos mais altos para o gado. O Citi manteve recomendação neutra para a ação.
A XP também avaliou o resultado como acima do esperado, especialmente em receita e margens. A corretora destacou o desempenho das operações na Argentina e no Uruguai, impulsionadas pela demanda dos Estados Unidos e da China. O Ebitda ajustado de R$ 1,1 bilhão ficou 13% acima das projeções da casa, enquanto o lucro líquido ajustado de R$ 93 milhões superou em 59% as estimativas. O principal ponto negativo, porém, foi a queima de caixa de R$ 806 milhões no trimestre, acima do esperado.
O BTG Pactual considerou o balanço em linha com as expectativas, mas elogiou a estratégia operacional da companhia diante da pressão no custo do gado brasileiro. Segundo o banco, a Minerva conseguiu preservar margens ao reduzir volumes no Brasil e ampliar operações em outras geografias.
A casa classificou o trimestre como de “execução sólida”, embora tenha ressaltado a pressão sobre a estrutura financeira. O BTG manteve recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 7.
Já a Ativa adotou tom mais cauteloso e classificou os números como “mistos e nada animadores”. Apesar da receita considerada forte, a corretora destacou que a pressão nos custos do gado segue comprometendo a rentabilidade e chamou atenção para o fluxo de caixa operacional negativo. A casa reiterou recomendação neutra para o papel, com preço-alvo de R$ 7.
O Santander seguiu linha semelhante. O banco afirmou que o trimestre veio em linha com o esperado, mas vê deterioração do cenário para o restante do ano, citando três fatores principais: alta do preço do gado, valorização do real e maior volatilidade nas exportações. A instituição manteve recomendação neutra para a Minerva, com preço-alvo de R$ 6,80.
Por volta das 14h (horário de Brasília) desta quinta-feira (7), as ações da Minerva (BEEF3) subiam 3,27%, negociadas a R$ 4,10, em reação ao entendimento de que o balanço conseguiu reduzir parte das preocupações do mercado com alavancagem e deterioração operacional, apesar da continuidade da queima de caixa e de um cenário ainda desafiador para o setor.
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